“Deixe em paz meu coração,
Que ele é um pote até aqui de mágoas
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d´água…”

E na letra do Chico, as vidas delas poderiam ser escritas. Três mulheres apaixonadas. Três histórias sobre o amor…

“Você não sabe como é acordar todo santo dia e o primeiro pensamento ser aquela pessoa.” F. é a paixão avassaladora correspondida de alguém que não pode compartilhar vida. Amor estranho, intimidade indecente. O desejo mais verdadeiro e insano. E no meio do gemido teve um tapa. Era o revés da punição. Era para se vingar de tanto amor que sentia. Foi a resposta que ele deu a ela. Desde então, cada um seguiu seu rumo e, para acalentar a família que construíram separadamente, juntos não se encontram.

M. daqui a alguns meses subirá ao altar depois que o amor mais verdadeiro desceu do prumo. Para que a dor se acalme, para esquecer que um dia foi ele quem se casou, esta será sua resposta. Ela usou a dança que ele praticava como desculpa da abdicação de um amor imperdoável. Depois disso, descobriu o verdadeiro significado da palavra saudade.

T. recebeu a alforria de uma paixão, mas ainda é escrava do amor. Em 2009, ela se casou. Antes de trocar as alianças, foi procurar aquele amor de sua vida. Diante dele se colocou. “Se você pedir para eu largar tudo, eu largo”. Mas, ele se agarrou à convicção de que ela não deveria ceder. Natal, ano novo, dias comuns. Ela liga, manda mensagens. Faz daquelas palavras tentativas de ter aquilo que não sabe como perder.

Vidas no meio de corações. Elas seguem caminhos que escolheram na falta da escolha da própria falta. Pequenos segredos sabidos só por eles. O amor nutrido pelo caso de um mês que se tornou eterno, pela dança apaixonada de um bailarino cujo a mãe sumiu com o sogro, do namorado que aprendeu a caminhar sem os cuidados dos passos dela.

“ Olha a voz que me resta
Olha a gota que falta pro desfecho da festa,
Por favor…”

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