O celular vibrou, vibrou. Emburrada, levantei e fui ver quem me chamava naquela manhã de domingo sonolenta. Era uma mensagem inbox de um desconhecido que eu perdi na falta de se trocar o sobrenome. Era o Guilherme.

Guilherme foi encontrado.

Guilherme foi encontrado numa manhã de um domingo qualquer depois de uma madrugada de tempestades e ventos fortes.
Ele me acordou antes do despertador tocar e eu nem tinha percebido que já haviam se passado três longos meses.

E no meio daquela efervescência do não-crer, dos cabelos emaranhados, do edredom do avesso, nenhum diretor apareceu para o corte seco, nem Julie Delpy tocou seu violão. Mas era verdade.

Sincronicidade do tempo, palavrinha difícil que eu tentei lembrar por um dia inteiro quando percebi que às vezes esquecemos a técnica, o jeito para uma manhã de domingo em que Guilherme apareceu. Sem filmes estranhos, sem lugar frio, só a janela ainda cerrada, o sol esperando lá fora. É, quando Guilherme voltou, o tempo tinha mudado, as crenças também.

Guilherme de verdade num pantone.

Não fui eu quem o encontrou. Guilherme foi encontrado por ele mesmo quando me procurava. Guilherme de sorriso bonito num sábado de carnaval. Agora eu conhecia seu cabelo. E quando Guilherme apareceu, estava sem nada que me fizesse confundi-lo.

Quando Guilherme foi encontrado, eu ri, ele riu. Rimos do desencontro, destas coisas da vida. Sorri para aquilo que Guilherme poderia se tornar numa história contada por mim.

Guilherme comparando minha história com projetos arquitetônicos em desenvolvimento. Guilherme,

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